PGF/UNIR responde denúncia do DCE
Após denúncia do DCE quanto aos preços praticados pela cantina, a Procuradoria Geral Federal (PGF) da UNIR esclarece a situação da cantina, responsabilizando e recomendando alguns atos.
A cantina não possui contrato com a UNIR devido o vencimento do contrato firmado anteriormente, a manutenção dos serviços prestados se deu diante das justificativas óbvias e com respaldo da Pró- Reitoria de Administração. A PGF reconhece a lucidez da decisão da PRAD, mas recomenda que a Reitoria tome providências administrativas para evitar algum tipo de dano ou maiores prejuízos.
A Diretoria do DCE considera que agora devemos pressionar a Reitoria para regularizar a situação e aproveitando para reivindicar um possível projeto de construção do Restaurante Universitário.
Abaixo documento completo:
Comissão do CEB inicia a recepção das reclamações dos estudantes da UNIR
O CEB formou uma comissão para receber as reclamações dos estudantes através de formulário eletrônico, preencham e compartilhem aos seus pares. O resultado será a produção de um relatório a ser enviado a administração superior.
Acesse o link:
DECISÕES DO CEB
Representantes dos centros acadêmicos, diretórios acadêmicos e do DCE se reuniram ontem na forma de Conselho de Entidades de Base (CEB). O CEB contou com a presença de 7 centros acadêmicos
(CA de Física, Psicologia, Matemática, Direito, História, Biologia, e Medicina) além do Diretório Acadêmico de Ji- Paraná e dois representantes da Diretoria do DCE.
(CA de Física, Psicologia, Matemática, Direito, História, Biologia, e Medicina) além do Diretório Acadêmico de Ji- Paraná e dois representantes da Diretoria do DCE.
Foto: Francisco Célio
Encaminhamentos:
1) COMISSÃO ELEITORAL PARA ELEIÇÕES DCE:
Roberta - Ciências Sociais
Rafael - Letras Português
Camila - Biologia
Esta comissão será responsável pelo processo eleitoral tendo como principal tarefa a publicação do edital de eleição, após essa publicação a eleição deve ocorrer no prazo de 45 dias.
2) REPRESENTANTES DISCENTES PARA OS CONSELHOS SUPERIORES (provisório):
Raildo - Matemática - CONSEA
Andressa - Letras - CONSEA
Laércio - Direito - CONSAD
Edson - Matemática - CONSAD
O CEB decidiu que a próxima gestão do DCE promoverá as eleições para os conselheiros discentes superiores, sendo assim, o mandato dos estudantes acima se encerra na posse do próximos eleitos por toda a comunidade acadêmica. A indicação provisória considerou a necessidade e urgência de ocupar as cadeiras vagas nos conselhos superiores.
3) COMISSÃO DE PROBLEMAS:
Igor - Eng. Elétrica
Raildo - Matemática
6 representantes dos campi do interior
Esta comissão tem a responsabilidade de criar uma ferramenta que receberá reclamações, problemas dos estudantes da UNIR e compor um relatório a ser apresentado no próximo CEB que enviará a administração superior da UNIR.
4) AGENDA
O próximo CEB será no dia 25 de fevereiro as 18h no centro de vivência "Paulo Freire".
Estudantes da UNIR se reúnem com Reitoria no campus em Porto Velho
Estudantes da UNIR mobilizados pelas redes sociais e movidos pela insatisfação com inúmeras questões que envolvem os problemas da universidade e a oposição à diretoria do DCE realizaram na última quarta-feira reunião para discutir problemas graves que vem afetando a comunidade acadêmica há algum tempo.
Falta de segurança no campus e o aumento nos preços praticados pela cantina foram os pontos mais discutidos e esclarecidos pela Reitora Berenice Tourinho e vice- reitora Maria Cristina que estiveram presentes.
As intervenções dos estudantes questionavam insegurança, xerox, cantina, ônibus, falta de professores, entre outros. Após as respostas das representantes oficiais da UNIR a reunião encerrou-se com os seguintes encaminhamentos:
Falta de segurança no campus e o aumento nos preços praticados pela cantina foram os pontos mais discutidos e esclarecidos pela Reitora Berenice Tourinho e vice- reitora Maria Cristina que estiveram presentes.
As intervenções dos estudantes questionavam insegurança, xerox, cantina, ônibus, falta de professores, entre outros. Após as respostas das representantes oficiais da UNIR a reunião encerrou-se com os seguintes encaminhamentos:
- realização do Conselho de Entidades de Base
- realização de Assembleia Geral para produção relatório de problemas
O CEB terá objetivo de organizar as próximas eleições do DCE e eleições para as cadeiras discentes vagas nos conselhos superiores. A Assembleia será responsável por produzir o relatório com as problemáticas discutidas para serem apreciadas pela administração superior da UNIR que deverá apresentar um prazo para resolução.
A diretoria do DCE ressaltou a importância dos estudantes se organizarem em torno do processo de alteração do Estatuto da universidade que colocará em jogo o poder de decisão na UNIR.
Sobre os processos contra ex-reitor da UNIR
O ex-reitor da Universidade Federal de Rondônia (Unir) Januário Amaral, outras nove pessoas e uma empresa estão sendo processados pelo Ministério Público Federal e Estadual, sob a acusação de improbidade administrativa praticada contra a Fundação Rio Madeira (Riomar), entidade que recebia e geria os recursos da Unir.
Após investigação, o Ministério Público constatou que, na época em que foi diretor-presidente da Riomar, Januário Amaral se valeu de seu cargo público para conseguir vantagem econômica indevida, beneficiando também terceiros.
Na ação de improbidade administrativa, o Ministério Público aponta que Januário Amaral é o real proprietário da Tecsol Comércio e Construções Ltda, empresa que prestou serviços à Riomar no período de 2003 a 2004 e 2008 a 2010, mesmo período em que Januário Amaral foi presidente da Fundação e posteriormente reitor da Unir.
Os sócios da Tecsol eram “laranjas” e se revezaram nestes anos entre os parentes, os amigos e o companheiro de Januário Amaral. Para o Ministério Público, “essas pessoas se associaram de forma criminosa, contribuindo para a prática de ilícito de Januário Amaral, que utilizava a Tecsol para desviar verbas da Riomar”. Um dos sobrinhos de Januário Amaral chegou a ser, ao mesmo tempo, sócio da empresa e funcionário da Riomar.
O Ministério Público aponta que a Riomar e a Unir eram os únicos clientes da empresa Tecsol, fato que demonstra que “a empresa foi criada exclusivamente para obter de forma ilícita recursos federais advindos de convênios”. Outro ponto destacado na ação é que os bens móveis da Tecsol passaram a fazer parte do patrimônio de Januário Amaral, como um veículo Hyundai/HR HDB. Além disto, o Ministério Público ressalta que Januário Amaral continuou gerindo a Riomar mesmo após sair da diretoria da Fundação e tornar-se reitor da Unir.
Em 2010, a sede da Tecsol teve o mesmo endereço de um imóvel locado pela Riomar. Por sua vez, este imóvel era de propriedade de um sobrinho de Januário Amaral. Para o Ministério Público, havia uma “relação promíscua entre a Fundação e a Tecsol”.
Serviços não prestados
Segundo o Ministério Público, mais de 70 mil reais foram pagos para a Tecsol por serviços não prestados. Em 2009, a Riomar contratou empresa para locação de quatro caminhonetes tração 4x4, com a suposta finalidade de atender uma equipe responsável por prospecção arqueológica no trecho da BR-429.
Neste caso, foram observadas várias irregularidades. A contratação da Tecsol não teve um parecer jurídico prévio. O serviço de locação de veículos não constava entre os tipos de serviço que a Tecsol poderia oferecer. No processo de contratação só havia a cotação de preço da Tecsol. O pagamento da locação foi efetuado por transferência bancária, sem comprovação de que o serviço tenha sido efetivamente feito.
Também em 2009 houve mais um desvio de recursos públicos da mesma forma – locação de duas caminhonetes com tração 4x4, por um período de quatro meses, tendo a empresa Tecsol como contratada para alugar os veículos. Mesmo sem a execução dos serviços, a Riomar pagou 48 mil reais à Tecsol. “Sequer houve contrato formal entre a Fundação e a Tecsol”, afirma o Ministério Público.
Bloqueio de bens
Na ação, o Ministério Público pede a decretação imediata do bloqueio dos bens de Januário Amaral, Oscar Martins Silveira, André Luiz Albuquerque Grimaldi, Paulo Olizete Baran, Marcus Vinicius Ferreira Soares e Luiz Carlos Perrone Negreiros.
Além deles, também são réus na ação Guilherme de Castro Castelo Oliveira Júnior, Shewrem da Silva Amaral, Henrique Amaral de Oliveira, Daniel Delani e a empresa Tecsol. No julgamento a ser feito pela Justiça Federal, os réus podem ser condenados às penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa e ao pagamento de indenização por dano moral difuso.
Após investigação, o Ministério Público constatou que, na época em que foi diretor-presidente da Riomar, Januário Amaral se valeu de seu cargo público para conseguir vantagem econômica indevida, beneficiando também terceiros.
Na ação de improbidade administrativa, o Ministério Público aponta que Januário Amaral é o real proprietário da Tecsol Comércio e Construções Ltda, empresa que prestou serviços à Riomar no período de 2003 a 2004 e 2008 a 2010, mesmo período em que Januário Amaral foi presidente da Fundação e posteriormente reitor da Unir.
Os sócios da Tecsol eram “laranjas” e se revezaram nestes anos entre os parentes, os amigos e o companheiro de Januário Amaral. Para o Ministério Público, “essas pessoas se associaram de forma criminosa, contribuindo para a prática de ilícito de Januário Amaral, que utilizava a Tecsol para desviar verbas da Riomar”. Um dos sobrinhos de Januário Amaral chegou a ser, ao mesmo tempo, sócio da empresa e funcionário da Riomar.
O Ministério Público aponta que a Riomar e a Unir eram os únicos clientes da empresa Tecsol, fato que demonstra que “a empresa foi criada exclusivamente para obter de forma ilícita recursos federais advindos de convênios”. Outro ponto destacado na ação é que os bens móveis da Tecsol passaram a fazer parte do patrimônio de Januário Amaral, como um veículo Hyundai/HR HDB. Além disto, o Ministério Público ressalta que Januário Amaral continuou gerindo a Riomar mesmo após sair da diretoria da Fundação e tornar-se reitor da Unir.
Em 2010, a sede da Tecsol teve o mesmo endereço de um imóvel locado pela Riomar. Por sua vez, este imóvel era de propriedade de um sobrinho de Januário Amaral. Para o Ministério Público, havia uma “relação promíscua entre a Fundação e a Tecsol”.
Serviços não prestados
Segundo o Ministério Público, mais de 70 mil reais foram pagos para a Tecsol por serviços não prestados. Em 2009, a Riomar contratou empresa para locação de quatro caminhonetes tração 4x4, com a suposta finalidade de atender uma equipe responsável por prospecção arqueológica no trecho da BR-429.
Neste caso, foram observadas várias irregularidades. A contratação da Tecsol não teve um parecer jurídico prévio. O serviço de locação de veículos não constava entre os tipos de serviço que a Tecsol poderia oferecer. No processo de contratação só havia a cotação de preço da Tecsol. O pagamento da locação foi efetuado por transferência bancária, sem comprovação de que o serviço tenha sido efetivamente feito.
Também em 2009 houve mais um desvio de recursos públicos da mesma forma – locação de duas caminhonetes com tração 4x4, por um período de quatro meses, tendo a empresa Tecsol como contratada para alugar os veículos. Mesmo sem a execução dos serviços, a Riomar pagou 48 mil reais à Tecsol. “Sequer houve contrato formal entre a Fundação e a Tecsol”, afirma o Ministério Público.
Bloqueio de bens
Na ação, o Ministério Público pede a decretação imediata do bloqueio dos bens de Januário Amaral, Oscar Martins Silveira, André Luiz Albuquerque Grimaldi, Paulo Olizete Baran, Marcus Vinicius Ferreira Soares e Luiz Carlos Perrone Negreiros.
Além deles, também são réus na ação Guilherme de Castro Castelo Oliveira Júnior, Shewrem da Silva Amaral, Henrique Amaral de Oliveira, Daniel Delani e a empresa Tecsol. No julgamento a ser feito pela Justiça Federal, os réus podem ser condenados às penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa e ao pagamento de indenização por dano moral difuso.
Fonte: MP-RO
Autor: MP-RO
SOBRE O DIA 23 DE NOVEMBRO
O Diretório Central dos
Estudantes da Universidade Federal de Rondônia – DCE/UNIR vem com grande
satisfação saudar a todos os estudantes, professores e todo o povo que apoiou e,
portanto, participou ativamente da Greve Geral de 2011 e Ocupação de reitoria.
Tudo isso resultou na derrubada, que hoje completa dois anos, do reitor
corrupto e inacessível que reinava na universidade, fazendo do dia 23 de
novembro um dia histórico para o Movimento Estudantil.
A luta pela democracia
na UNIR foi encorpada logo quando os estudantes retomaram o DCE/UNIR em agosto
de 2011, fazendo com que no mês seguinte, mais exatamente no dia 14 de setembro
daquele histórico ano, fosse aprovada em grande assembleia a maior e mais
combativa greve geral dos estudantes da UNIR!
Para nós não foi
somente mais uma luta por melhores condições de estudo e trabalho. Aquele
cenário tornou-se, acima de tudo, um campo de aprendizado demonstrando qual é a
real situação da luta política em nosso país: a sociedade de classes, o Estado
de classe que privilegia os donos do poder econômico e criminaliza os pobres e
quem mais luta por uma sociedade igualitária. Aprendemos também que somente a
luta consequente e combativa abre caminhos para as grandes conquistas e que o
apoio do povo é força imprescindível para tal empreitada.
Durante aqueles dias
aprendemos na prática a importância do trabalho coletivo, da perda das vaidades
que tendem a segregar estudantes de cursos diferentes. Nos momentos negativos,
sempre pudemos nos apoiar nos companheiros e companheiras que seguiam na luta. Vivenciamos
a importância do estudo, do planejamento das ações, das táticas e das estratégias,
de modo que percebemos o poder do reconhecimento e do apoio maciço da
sociedade, ajudando-nos a combater a criminalização de nosso movimento e
conduzindo-o a caminho da vitória.
Estudantes comemoram a renuncia do ex-reitor no dia 23 de novembro de 2011
Passado esse tempo, são
inegáveis as mudanças das relações entre instituição e estudantes. Não negamos
as inúmeras deficiências que nossa instituição ainda possui, tal fato já era
anunciado ao longo dos balanços que fazíamos durante e depois da Greve.
Sabíamos que estaria sempre na ordem do dia a necessidade de persistirmos na
luta a fim de que chegássemos à raiz de todos os problemas desta IFES.
O momento da UNIR é outro,
é o momento que as atenções voltam-se a uma nova luta que somente agora começa
a se fazer clara para todos: a luta por democracia plena. O Estatuto, que tanto
foi comentado informalmente por estudantes, professores e técnicos recebe
atenção especial e já aglomera uma comissão responsável por propor como se
darão os trabalhos para sua alteração (Estatuinte).
Entre outras questões
relevantes desse caso para nós estudantes, a consolidação da paridade nos votos
para escolha do dirigente máximo da instituição será a luta principal. Assim, perceberemos
com maior clareza a total falta de autonomia universitária quando o Ministério
da Educação resolver vir de encontro com nossas reivindicações.
Grande manifestação no dia 9 de novembro de 2011 pelo centro da capital
É chegada a hora do
movimento estudantil combativo da UNIR retomar o caminho da luta e se erguer
implacavelmente em favor da democracia. Temos experiência suficiente para
compreender o que estamos enfrentando a ponto de reafirmarmos que apenas com os
fatores que nos deram vitória em 2011 poderão novamente nos levar aos avanços
necessários: combatividade, disciplina, independência, estudo, organização e
decisões coletivas.
O DCE/UNIR convoca a
todos as entidades estudantis para organizarem-se e iniciarem os debates sobre
Democracia, e aqueles cursos que não tem entidade, que façam assembleias e
reativem ou fundem seus centros acadêmicos. É fundamental partimos do nosso
poder de mobilização e organização para concretizarmos tamanha meta.
VIVA
O MOVIMENTO ESTUDANTIL COMBATIVO DA UNIR!
VIVA
A LUTA POR DEMOCRACIA!
DIRETORIO
CENTRAL DOS ESTUDANTES
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23 de novembro - a luta continua
Porto Velho, 23
de novembro de 2013.
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