MOÇÃO DE APOIO CENTRO ACADÊMICO DE DIREITO UNESP-FRANCA SP



O Centro Acadêmico de Direito “Professor André Franco Montoro”, da faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP, campus Franca, São Paulo, ciente da atual conjuntura em que se encontram alunos, professores e funcionários da UNIR, vem, por meio deste, declarar que compartilha da satisfação pela renúncia do reitor Januário Amaral.
Visando fortalecer o Movimento Estudantil em âmbito nacional, ressaltamos a importância da luta realizada contra a situação caótica da Universidade Federal de Rondônia. Acreditamos ser sempre válido o esforço pela busca de uma Educação de qualidade, a qual só poderá ser alcançada quando a noção de sua fundamental importância na formação pessoal e profissional estiver incutida na consciência de todos, não só daqueles que a desfrutam – parcela minoritária da classe jovem de nosso país.
Destacamos o grande valor que a UNIR representa como pólo educacional, em especial para a Região Norte, abrangendo um número significativo de estudantes que, não fosse a instituição, teriam pouco ou nenhum acesso ao conhecimento, à pesquisa, à formação profissional e também pessoal, frutos da vivência acadêmica.
O Centro Acadêmico dá seu parecer com um pedido para que as investigações das denúncias realizadas contra o então ex-reitor Januário Amaral tenham não só transparência, mas que sejam efetivas e tragam resultados positivos para os integrantes da UNIR, medidas de extrema necessidade e urgência para que esses possam dar continuidade ao movimento. Declaramos também nosso desejo de que os órgãos responsáveis pela futura administração da instituição façam valer a luta daqueles que desejam não só reerguer seu curso ou sua universidade, mas fazer do Direito à Educação uma realidade.
Com muita admiração à coragem e disposição de todos, esperamos que os integrantes do movimento estudantil se espelhem na maneira como vocês se despiram da passividade e do conformismo e realizaram essa luta, a qual esperamos culminar no alcance do vossos objetivos.

Atenciosamente,

Anelisa de Carvalho Alahmar
Coordenadora de Comunicação e Imprensa
Centro Acadêmico “Prof. André Franco Montoro”

Franca, 24 de novembro de 2011

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MOÇÃO DE APOIO À GREVE DE ESTUDANTES E PROFESSORES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

A ENEEnf (Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem) se posiciona em defesa dos estudantes, professores e funcionários que lutam duramente há meses em defesa de seus direitos e por uma educação publica de qualidade, laica e gratuita, que seja digna para o povo.


A Enfermagem da UNIR conta com um prédio antigo e mal estruturado, diversas salas sem climatização ou com centrais de ar em péssimo estado de conservação, janelas sujas e sem cortinas, quadros manchados, ventiladores quebrados, fios de tensão amostra e desencapados, banheiros que não possuem qualquer condição sanitária não possuindo nem mesmo papeis higiênicos, lâmpadas nas salas e corredores queimadas, laboratórios antiquados e sem materiais para ensino, livros defasados e em número insuficiente sujeitando aos acadêmicos do referido curso a completa dependência de bibliotecas particulares de outras instituições de ensino, dentre demais problemas, principalmente o enorme déficit de professores no departamento para ministrar as aulas e acompanha-los em campo prático dentro das unidades de saúde.

Nestas condições, estudantes de Enfermagem, juntamente com demais cursos desta universidade encontram-se em greve e ocupando a reitoria pela busca de condições dignas para o aprendizado.

A Ocupação de universidades é um justo instrumento de luta dos estudantes e trabalhadores em defesa de seus direitos e contra as crises e falências da universidade pública, fruto da administração de péssimos gestores e de um financiamento escasso.

Entendemos que a atual administração da UNIR não disponibiliza aos alunos meios suficientes para uma educação de qualidade e digna. Portanto pedimos expulsão imediata do atual reitor José Januário de Oliveira Amaral por gestão corrupta, total descaso com a comunidade acadêmica e irresponsabilidade administrativa. Pedimos também imediata estruturação de toda universidade para um ensino respeitoso e de qualidade.



20 de Novembro de 2011.

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Notícia publicada no jornal Brasil de Fato sobre as recentes ameaças de morte a estudantes e professores grevistas da UNIR

Reproduzimos, abaixo, notícia do Jornal Brasil de Fato a respeito das recentes ameaças de morte por parte de capangas de Januário Amaral aos estudantes e professores que se encontram em Greve na UNIR.

http://brasildefato.com.br/content/por-greve-estudantes-e-professores-s%C3%A3o-amea%C3%A7ados-de-morte-em-rond%C3%B4nia

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Por greve, estudantes e professores são ameaçados de morte em Rondônia

Manifestantes que exigem melhores condições de ensino na Universidade Federal de Rondônia (Unir) estão sendo intimidados com bilhetes anônimos
18/11/2011
Da Redação
  
Estudantes e professores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) estão sendo ameaçados de morte por meio de bilhetes anônimos pregado em portas de laboratórios e departamentos do campus de Porto Velho. Os bilhetes são uma retaliação às protestos que ocorrem na Unir contra o reitor Januário de Oliveira Amaral e pela exigência de mais investimento no ensino da Universidade.
Nos bilhetes, os opositores indicam os nomes de pessoas que podem ser assassinadas. Ao todo, oito foram ameaçadas de morte. No texto, os criminosos dizem: “Não adianta cantar vitória antes do tempo. Muita água ainda pode rolar... Segue alguns nomes que podem descer na enchente do rio”.
Bilhetes com ameaças foram colados em portas de laboratórios e departamentos

No contexto da região amazônica, a expressão “descer na enchente do rio” é associada à prática de desova de cadáveres nos rios. Além de ameaças anônimas, há registro de uma ameaça verbal feita quando uma estudante de psicologia, integrante do comando de greve, foi abordada na porta da sua casa por homens encapuzados, que disseram que ela morreria em breve.
Estas não são as primeiras tentativas de intimidação sofridas pelo movimento docente e discente. No último dia 22 de outubro, o professor de História, Valdir Aparecido de Souza foi preso por dois estudantes da Universidade que também são policiais federais (veja vídeo nesta matéria). Eles não usavam distintivos e acusaram o professor de ter atirado um artefato na direção deles, o que foi negado por estudantes e professores que estavam na manifestação.
Valdir passou uma noite no presídio “Urso Panda”, em Porto Velho, e foi indiciado por incitação à violência, resistência à prisão, desacato à autoridade, entre outros crimes, que somados lhe rendem quatro anos de prisão. A liberdade provisória foi concedida com as prerrogativas do professor não comparecer à sede da Universidade Federal de Rondônia enquanto o movimento grevista estiver em curso.

Pelo que lutam
Reitoria da Unir, ocupada desde 05 de outubro. Manifestantes querem a demissão do reitor Januário de Oliveira Amaral, acusado de corrupção - Foto: Comandodegreveunir.blogspot.com
Estudantes estão em greve desde 14 de setembro e ocupam o prédio da reitoria desdeo dia 05 de outubro, exigindo a demissão do reitor Januário de Oliveira Amaral, acusado de corrupção e improbidade administrativa.
Segundo o comando de greve do movimento, um dossiê com mais de 1.500 páginas foi produzido por estudantes e professores e comprova os crimes cometidos pelo reitor. O documento está sendo investigado por uma comissão de sindicância do Ministério da Educação (MEC).
Professores e estudantes querem investimento em infra-estrutura
e contratação de profissionais 
- Foto: Comandodegreveunir.blogspot.com
Professores também estão paralisados. Além da saída de Januário, docentes e alunosquerem investimentos em infra-estrutura e contratação de profissionais para os sete campi da Unir. Eles se queixam da falta de salas de aulas e professores efetivos, a inexistência de restaurantes e hospital universitário, laboratórios e bibliotecas. Pais dos universitários apóiam o movimento.
Em 2008, depois de forte mobilização estudantil, Oliveira assinou um termo de compromisso com os alunos se comprometendo a melhorar a infra-estrutura. Entretanto, segundo os manifestantes, apenas um dos compromissos foi realizado parcialmente.

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Estudante fala sobre a greve e ocupação da reitoria da UNIR

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Moção de Apoio: Estudantes da FFC-Unesp/Marília

MOÇÃO DE APOIO AO MOVIMENTO ESTUDANTIL E DOCENTE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UNIR).

Nós, estudantes da FFC-Unesp/Marília, deliberamos em assembléia geral dos estudantes, realizada no dia 17/11, manifestar total apoio à greve geral dos estudantes e docentes da UNIR, mantida há mais de dois meses; assim como a ocupação da reitoria, que resiste há mais de um mês em resposta aos problemas de infraestrutura enfrentados pela universidade. A proposta de solução para os problemas enfrentados pela UNIR dada pelos grevistas é a deposição do atual reitor, o Prof. Dr. José Januário de Oliveira Amaral, responsável pelo desmantelamento e pelo aprofundamento da precarização das condições de trabalho e de estudo nesta instituição. 

Compreendemos que a precarização enfrentada pela UNIR, assim como por todas as federias, têm as suas origens nas políticas governamentais para a educação superior intituladas de REUNI e PNE, que tem por objetivo satisfazer os interesses do grande capital internacional ao invés de servir aos interesses da população trabalhadora que é a responsável pela manutenção da universidade e que é, contraditoriamente, excluído dela. 

Assim como o REUNI reverbera em escala nacional nas federais o ataque a universidade pública, na UNESP o PDI sujeita a educação pública superior às precarizações de mesmo cunho. Passamos por vários processos de lutas de 2007 até os dias de hoje, todos com o cunho, primeiramente, contra os “Decretos Serra”, que vieram a se tornar o PDI. Assim, entramos em greve com ocupação em 2009, greve e ocupação em 2010. 

Acreditamos que a atual repressão sobre os estudantes da USP, que em sua justa luta contra o convênio fixado pela universidade com a polícia militar foram brutalmente expulsos da reitoria por 400 policiais, contando com a participação da tropa de choque e da cavalaria, faz parte deste processo que tem por objetivo aprofundar o desmantelamento, a privatização e a precarização da educação no Brasil. Os estudantes cumprem um papel histórico de primeira ordem na resistência a esta tendência. Nós, estudantes da FFC-Unesp/Marília, compreendemos a nossa importância na resistência a este processo e paralisamos as atividades por um dia em apoio aos estudantes da USP que foram reprimidos de forma totalmente desproporcional em sua legítima manifestação contra o absurdo do convênio firmado pela reitoria com a PM. 

Também reconhecemos o valor da mobilização realizada na UNIR e gostaríamos de, através desta, manifestarmos nossa solidariedade à legítima luta dos estudantes e professores por uma educação pública de qualidade à serviço da sociedade. Além disso, percebemos o crítico momento enfrentado por esta mobilização, que desde o princípio é marcada por perseguições, cujo ápice ocorre com as ameaças sofridas por estudantes integrantes do comando de greve no dia 17/11. Os estudantes da FFC-Unesp/Marília querem, por meio desta, manifestar o seu total apoio as pautas levantadas pelos grevistas da Universidade Federal de Rondônia, unificadas na deposição do Reitor Januário do Amaral; responsável pela aplicação antidemocrática do REUNI, que nada mais é que a expressão política da privatização e precarização das universidade federais. 

Fora Januário! Fora Rodas! Fora PM! 
Pela Universidade Pública de qualidade e a serviço do povo! 


Marília, 17 de novembro de 2011 
Assembléia Geral dos Estudantes da FFC-Unesp/Marília

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CAPANGAS DE JANUÁRIO AMARAL AMEAÇAM ESTUDANTES E PROFESSORES DA UNIR EM GREVE DE MORTE!

 Porto Velho, 17 de novembro de 2011

Vimos aqui denunciar as graves ameaças que foram direcionadas na tarde desta quarta-feira a estudantes e professores da UNIR que se encontram em Greve Geral há mais de dois meses na Instituição.

Neste período do dia foram distribuídos nas portas de vários departamentos e laboratórios do campus José Ribeiro Filho, em Porto Velho, um bilhete anônimo que ameaçava vários estudantes e professores de diversos campi da Universidade, afirmando que estes poderiam “descer a enchente do rio”, deixando claramente a mensagem de que, caso estas bravas pessoas continuassem em Greve, seriam mortas em função da luta na qual vêm se empenhando!


Bilhete contendo ameaças a professores e estudantes da UNIR

Além disso, pelo menos dois bandidos encapuzados se dirigiram à casa de uma estudante em um Corolla preto com vidros fumê para lhe ameaçar pessoalmente de morte! Na ocasião, os indivíduos chamaram a estudante a se deslocar até a frente de sua casa, quando então abriram um dos vidros do carro e disseram, claramente, que ela iria morrer!

Além destes fatos, é necessário denunciar que há vários dias estudantes que se encontram na Greve vêm sendo seguidos de forma sistemática por elementos suspeitos enquanto levam a frente sua rotina quotidiana, sendo que um Corolla preto – provavelmente o mesmo que ameaçou nossa companheira – seguiu de perto o carro de um outro companheiro nosso enquanto este andava pela cidade. Da mesma forma, alguns estudantes que se encontram em Greve foram também seguidos enquanto estavam no shopping center da cidade em um outro dia! Além desse, temos vários outros estudantes que vêm relatando que andam sendo seguidos quando estão desempenhando suas atividades quotidianas quando não estão no prédio da UNIR Centro!

Está clara para nós a autoria destas ameaças! Os autores destes bilhetes e estes dois bandidos que foram ameaçar a nossa companheira são capachos do bandido-mor Januário Amaral, que, junto com sua quadrilha, na qual encontra-se o casal Raupp, estão desesperados diante da iminente perda das benesses que têm conseguido junto à UNIR por meio dos diversos esquemas de corrupção que têm perpetrado junto à instituição!

Estas ameaças, aliás, não são recentes! Vêm ocorrendo desde o ano passado, quando uma professora do campus de Rolim de Moura também foi ameaçada de morte por denunciar a compra de um terreno por cerca de 8,9 milhões de reais, quando o terreno, na realidade, não vale nem mesmo 2 milhões no mercado imobiliário! Atualmente, Januário e sua corja vêm tentando comprar o terreno pelo valor aproximado de 7,5 milhões de reais, dizendo, junto à imprensa, de forma mentirosa, que esta foi uma avaliação da Caixa Econômica Federal!

Mas deixamos claro, aqui, que ameaça de bandido nenhum vai nos intimidar! Não vamos arredar nosso pé em nossa luta diante de suas ameaças, sr. Januário Amaral! Temos plena clareza da justeza de nossa luta, e suas ameaças só vieram fortalecer a convicção de que nossa luta é justa e necessária para a nossa Universidade!

Eis aqui, concidadãos rondonienses e brasileiros, os verdadeiros bandidos da nossa Universidade, que há algumas semanas atrás tentavam inverter o jogo dizendo que nós eramos os bandidos destas bandas! Januário e sua quadrilha: Estes são os verdadeiros bandidos aqui! Bandidos que vêm sugando sistematicamente os recursos de nossa Universidade por meio dos seus esquemas corruptos e que agora, que se veem praticamente desalojados do comando da Universidade, se encontram desesperados diante dos bravos estudantes e professores que se colocam em luta para expurgá-los de nossa Instituição!

Deixamos claro, por fim, que, caso estas ameaças sejam efetivadas, a responsabilidade recairá completamente sobre o ainda REItor da UNIR, o sr. Januário Amaral, do casal Valdir Raupp e Marinha Raupp e do Secretário de Educação Superior do MEC, o sr. Luiz Claudio Costa, sendo que este possui todas as condições materiais e operacionais para exonerar Januário do cargo que ocupa junto à Instituição, mas até o momento nada fez! Além disso, exigimos que o Ministério da Educação se pronuncie publicamente a respeito destes últimos eventos que vêm ocorrendo na UNIR!


NÃO TEMOS MEDO DE BANDIDOS! LUTAREMOS ATÉ O FIM!
ABAIXO AS AMEAÇAS DO BANDIDO JANUÁRIO E SUA CORJA AOS ESTUDANTES E PROFESSORES EM LUTA!
VIVA A GLORIOSA GREVE DA UNIR!
FORA JANUÁRIO! REITOR BANDIDO E SALAFRÁRIO!


Comando Geral de Greve dos Estudantes da UNIR

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Moção de Apoio: UFAC

Os professores e estudantes presentes no V Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, no IV Colóquio Internacional as Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia e na XV Semana de Educação, vem a público prestar seu apoio e solidariedade à combativa e justa luta dos docentes e estudantes da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, que desde o dia 14 de setembro estão em Greve.

O movimento é legitimo, pois tem como exigência um conjunto de reivindicações estruturais para garantir condições de funcionamento dos cursos da UNIR e o afastamento do Reitor José Januário de Oliveira Amaral por diversas denúncias de irregularidades em sua administração.

Repudiamos toda e qualquer ação de criminalização de estudantes e docentes em luta. Nos últimos dias diversos fatos ocorridos apontam para uma afronta ao direito de livre manifestação e do legítimo direito de Greve, quando a Reitoria da UNIR assediou moralmente estudantes e docentes e, no caso mais grave, utilizou a Polícia federal para reprimir e prender um professor e dois estudantes.

Os presentes ao V Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, ao IV Colóquio Internacional as Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia e na XV Semana de Educação oferecem toda solidariedade à greve dos professores e estudantes da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, no qual prestamos nosso apoio e nossa disposição em defender uma Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade.

Rio Branco, 11 de novembro de 2011.

Plenária Final do V Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental,
IV Colóquio Internacional as Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia
e da XV Semana de Educação

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FILMAGENS

Convocamos em caráter de urgência todos os Estudantes da Universidade Federal de Rondônia, para comparecerem na MORADIA ESTUDANTIL (UNIR-CENTRO) no dia 17 de novembro a partir das 7h para somarem com a grande parcela dos estudantes que lá se encontram, e aumentarem nossa mobilização.


Trata-se da proposta que recebemos da equipe jornalística do programa Fantástico que fará filmagens do interior do prédio que ocupamos! 
Aproveitaremos esta oportunidade para denunciar toda a ingerência do Januário e seu grupo sanguessuga dos recursos públicos, além de externar à mídia nacional as constantes ameaças que estudantes estão sofrendo durante o movimento!
 Nenhum direito a menos!


É importantíssimo estarmos presente no maior número possível, para ressoar em alto e bom som: 


É GREVE, 
É GREVE,
 É GREVE GERAL,
FORA REITOR JANUÁRIO AMARAL!




ABAIXO A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL!
ESTUDANTES EM LUTA POR UMA UNIVERSIDADE GRATUITA DEMOCRÁTICA E A SERVIÇO DO POVO!
FORA JANUÁRIO!

 COMANDO GERAL DE GREVE DOS ESTUDANTES DA UNIR

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Moção de Apoio: UNICAMP

Os pós-graduandos da Faculdade de Educação da Unicamp, reunidos no VII Seminário de Teses e Dissertações em Andamento, realizado entre os dias 08 e 10 de novembro de 2011, manifestam amplo apoio ao movimento de greve, organizado pelos estudantes, funcionários/as e professores/as da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em prol de melhores condições de trabalho e contra os atos ilícitos da Reitoria dessa universidade. Da mesma forma, repudiamos as ações repressivas que vêm sendo dirigidas contra o movimento.

Campinas, 10 de novembro de 2011.

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Propagandeando a desinformação*

Escrito por um estudante de Medicina da UNIR

Propagandeando a desinformação*

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” Malcolm X

Recentemente, sites jornalísticos pegaram um “vento contrário” e começaram a atacar o movimento grevista da Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Após várias matérias que versavam sobre a falta de infra-estrutura dos campi da UNIR, prisão arbitrária de professor e alunos e os problemas de gestão do até então reitor Januário Amaral; os mesmos sites afirmam que radicalizamos a greve. Para tanto, os jornais usam de um documento produzido pela CGU sobre as contas do período de 2010, pelo atual reitor. Entretanto, as publicações – propositalmente, se esquecem de mencionar as N ressalvas que foram apontadas no documento. Omitem, de fato, o documento investigado pelo MEC com mais de 1500 páginas de denúncias que vão além do documento da CGU. 1500 páginas que contém irregularidades no convênio com a instituição Qualificar, contratação de familiares e amigos por concursos públicos fraudulentos, superfaturamento de terrenos, e o mais brilhante de todos, viagens para Amsterdã para que Doutor em geografia J.J.O. AMARAL apresenta-se seu pôster em genética sobre a “Associação entre o Loco TNFα com Dengue Neurológica”. Realmente, brilhante! Ah, mas como disse o Januário em recente entrevista televisiva: “eu não recebi 30 mil para ir para Europa, foram só sete mil”. Agora quanto é o vencimento mensal de um doutor na UNIR tendo que ter dedicação exclusiva para dar aula em condições precárias? 7.026,85 segundo os últimos editais. Palhaçada Sr. Reitor... com estes mesmos sete mil reais você poderia pagar um novo doutor que tanto falta para lecionar nessa IFES. Porém, como alguns sites propagandearam erroneamente, a greve não é por ajuste salarial. É por dignidade como disse um professor; é por progresso científico; é por condições de ensino; é por estrutura; e é por papel higiênico também, as que insistem em ironizar. E, sobretudo, pelo afastamento do atual reitor.

Outro ponto que os jornais escolheram para sustentar suas acusações é o fato da negociação com o MEC está avançando e a nossa insistência na greve. Deixam novamente de citar que, em nota no site da UNIR, o magnífico afirmou que não tínhamos o que reinvindicar, uma vez que 95% das nossas pautas já estavam atendidas. Ora, então o que cargas-d’água nós estamos negociando junto ao MEC?! Em que estamos sendo atendidos?! Prontamente, todos os jornais expõem nossos avanços: “mais professores, técnicos, laboratórios, papel higiênico nos banheiros, entre outras. Quase todas acatadas pelo Secretário Educação Superior” (sic). Lamentável, os 5% que o reitor falou que ainda nos faltavam representam quase o 95% que questionávamos a falta e que agora estamos negociando. Este sim foi o estopim do #foraJanuario. A última “trollada” do José. O divisor de águas – antes dos 95% atendidos e depois dos 95% atendidos, o nascimento do famoso, Fora Januário! A evidência de que o problema que temos é de gestão!

Agora o discurso predileto do grupo A favor da UNIR e sempre levantado pelo Dr. Janú é a eleição democrática. Mas será que alguém dos jornais sabe que os mais de 11 mil estudantes citados pelo Sr. Januário têm apenas 15% do peso na votação; e que aproximadamente 65% dos discentes que votaram foram contra o Reitor. Se a eleição fosse realmente democrática, com voto universal, ele nunca teria pisado na reitoria com o cargo atual. Se a consulta, pois é isto que de fato ocorre, ao menos fosse paritária, nós continuaríamos reafirmando nossa vontade de não tê-lo como gestor. Em todo caso, vamos seguir a lógica... alguém que foi eleito democraticamente já foi afastado do seu cargo público por irregularidades? Sim! O nosso maior exemplo é o ex-presidente Fernando Collor, que foi retirado do seu cargo e passado ao seu vice, Itamar Franco. Pasme, ele ganhou as eleições para o cargo de presidente e está desculpa não colou e não o sustentou. Incrível não?! Na década de 1990, beirávamos a 150 milhões de brasileiros. No dia auge da manifestação do #foraCollor havia cerca de um milhão de “caras-pintadas”. Uma minoria barulhenta se pensarmos bem. Essa mesma “minoria barulhenta” foi a que falou por todos os brasileiros. Foi a que gritou “Basta!”. Os bravos acadêmicos da UNIR que ocupam a reitoria a mais de 40 dias são os caras-pintadas desta instituição, os “caras-cobertas” ou os “300 da UNIR”, para ser mais justo com os de lá.

Jornais propagandeiam a desinformação que vários cursos estão normalizados, mas ironicamente só parecem entrevistas com acadêmicos de direito – e muitos destes ainda nos apóiam. Afirmaram, também, que o curso de medicina está tendo aulas e zombam de um aluno que está prestes a se formar. Eu, caríssimos, faço medicina e posso-lhes garantir que eu não estou tendo aula, nem minha turma, nem nenhuma das outras que estudam no campus e muito menos o departamento está promovendo aulas (ao contrário, os nossos docentes muito nos apóiam). Entretanto virão alguns e falarão: e o internato? O internato é um caso a parte, que desde o início da greve o departamento de medicina concordou com o prosseguimento das aulas devido a compromissos firmados com a prefeitura e com o governo do estado. Não convenci? Há mais, quando a greve dos docentes foi legalizada pelos órgãos competentes ficou-se decidido por estes que o internato não poderia parar, nem o hospital universitário (?), nem a creche universitária (?) e outros tantos. Então, de fato, duas turmas de medicina estão em atividade, pois estas estão a serviço da saúde do povo enquanto estudam, e certamente os internos dão total apoio à justeza de nossa causa.

Por estas e outras, afirmo que é MENTIRA que “aprovação das contas (...) enfraquece as acusações que vinham servindo de justificativas para a manutenção da greve”, pois não é a única acusação que cai sobre os ombros do Januário e o dossiê apresentado ao MEC foi feito após a publicação desse documento no site da UNIR no dia 26.09.2011. E concluo com os dados da investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), por meio da Operação Magnífico, que fez o MP ajuizar ações relativas às investigações sobre desvio de verbas da Riomar, além de denúncias de crimes como pagamento de diárias, ajudas de custo, suprimentos de fundos e viagens sem comprovação da legalidade, funcionários fantasmas, utilização de “laranjas”, bem como compras e serviços superfaturados ou simplesmente não executados, contratados junto a empresas de fachada, apropriação indébita, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Quase todos os envolvidos são pessoas ligadas ao reitor José Januário Oliveira Amaral, também suspeito de envolvimento no esquema.


VIVA A COMBATIVA GREVE DOS ESTUDANTES DA UNIR!
É GREVE GERAL!
FORA JANUÁRIO!
ABAIXO A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL!




*desinformação: é o ato de silenciar ou manipular a verdade, habitualmente nos meios de comunicação de massas.

Fonte:

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Gestão Interina

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O DCE está com uma Gestão Interina, em breve acontecerão eleições!
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