Incrível retrocesso na educação superior
ONDA CONSERVADORA
Incrível retrocesso na educação superior
O que explica a primazia do ensino superior privado no país? Esse processo advém da ditadura civil-militar, que fez da privatização um projeto dominante, utilizando-a até mesmo para estancar pressões sociais dos “excedentes” no vestibular (aprovados, mas sem garantia de vaga) e da força do movimento estudantil na época
por César Augusto Minto, Lalo Watanabe Minto

César Augusto Minto
Professor da Faculdade de Educação da USP e vice-presidente da Associação dos Docentes da USP
A educação brasileira está organizada em dois níveis: básica e superior. Por razões de espaço, destacamos aqui o segundo nível. O país adota formalmente um modelo de universidade que realiza ensino, pesquisa e extensão de forma indissociada. As universidades públicas produzem, quantitativa e qualitativamente, o que há de mais avançado em todas as áreas de conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do país e para a promoção do bem-estar de seu povo.
Contudo, esse modelo convive com a existência de inúmeras instituições de ensino superior (IES) que não se caracterizam como universidades: particulares, comunitárias, confessionais e filantrópicas.1 Em geral, com exceção das IES públicas (sobretudo federais e estaduais, pois as municipais se assemelham às privadas), as demais não realizam pesquisas, grande parte delas oferece ensino de qualidade questionável e a quase totalidade visa exclusivamente ao lucro. De 1999 a 2009, as matrículas de graduação presencial públicas cresceram 62%; as particulares, 345%; e as privadas sem fins lucrativos diminuíram 2%; as matrículas em IES não universitárias passaram de 31,7% para 46,9% do total, sendo 80,9% nas particulares.2
O quadro esboçado é preocupante, mais ainda se considerarmos que, há muito, setores sociais conservadores têm defendido a “flexibilização” da indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, sob duas alegações: 1) a diversidade do povo brasileiro, que supostamente demandaria a variedade de modelos; e 2) nem toda formação precisa da pesquisa, curiosamente a função que viabiliza a construção de conhecimento e a mais cara das três.3 A partir do governo Collor, essa visão ganhou statusde “oficial”, ao mesmo tempo que se interrompeu uma salutar tendência a avanços sociais iniciada com a Constituição Federal de 1988.
O que explica a primazia do ensino superior privado no país? Esse processo advém da ditadura civil-militar, que fez da privatização um projeto dominante, utilizando-a até mesmo para estancar pressões sociais dos “excedentes” no vestibular (aprovados, mas sem garantia de vaga) e da força do movimento estudantil na época. Desde então, fortaleceu-se uma concepção tecnicista de ensino superior que reforçou a separação entre ensino de elite (em parte das IES públicas e das privadas mais tradicionais) e ensino de massa, privado, para atendimento de demandas emergentes, sobretudo da classe média e de setores da classe trabalhadora.
Anos depois, a opção política pela resposta privatista às necessidades de expansão do ensino superior resultou no agravamento das desigualdades do setor. Tendo, de um lado, uma universidade pública de qualidade reconhecida, mas restrita a poucos, e, de outro, uma porção de IES privadas de qualidade duvidosa, esse ensino tornou-se sempre mais desigual, afetando em especial as áreas efetivamente menos valorizadas, entre as quais se destaca a da formação de professores.
Um novo impulso à privatização ocorreu a partir dos anos 1990, no bojo da reestruturação capitalista global, e materializou-se por meio da doutrina de reforma do Estado.4 Tendo a privatização, a terceirização e a publicização como meios e a administração pública gerencial como fim, a reforma do Estado realizou algumas inversões conceituais importantes, entre elas a substituição de direito por serviço. Essa doutrina aponta claramente para a mercantilização.
As diretrizes da reforma passaram a ser positivadas em leis a partir da Emenda Constitucional n. 19, de 1998, reforçando o caminho da mercantilização dos direitos sociais. Terceirização é a “execução indireta de serviços públicos, mediada por contratos submetidos a licitações supostamente isentas, do que deriva o ingresso de trabalhadores sub-remunerados em atribuições públicas sem o devido concurso”.5 Já a publicização implica a transferência dos serviços sociais e científicos então prestados pelo Estado para o setor público não estatal; vale dizer, promove a indistinção entre estatal e privado/mercantil à medida que desconsidera os meios e objetivos específicos do processo educativo, ressaltando apenas seus resultados quantitativos.6
Explicitamente assumida ou não, a reforma atinge corações e mentes outrora insuspeitos, e passa a orientar também as políticas para o ensino superior. Nesse caso, a empreitada foi energizada pela insuficiência crônica de recursos que resultou, por exemplo, em um grande desequilíbrio entre candidatos e vagas no setor público. Além da privatização propriamente dita, a legislação em vigor permite que IES ditas sem fins lucrativos recebam recursos estatais na forma de: a) subvenção social; b) auxílio; c) contribuição; d) convênio; e) termo de parceria; f) imunidade de impostos; g) imunidade de contribuições sociais; h) isenção; i) incentivo fiscal ao doador; j) voluntariado.7
A partir de meados da década de 2000, o governo federal passou a viabilizar duas formas principais de expansão do ensino superior:
a) estatal, via ampliação de vagas e criação de novas IES por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni, 2007), que condiciona os recursos ao atendimento de metas nos cursos de graduação presenciais: dezoito estudantes por docente e taxa de conclusão média de 90%, entre outras. Ocorre que a relação 18/1 não se coaduna com o modelo da indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, e não se tem notícia de que a taxa citada seja atingida, nem sequer nas melhores universidades mundo afora;
b) privada, via criação do Programa Universidade para Todos (ProUni, 2004-2005), que utiliza recursos públicos para comprar vagas “ociosas” de IES privadas, incluindo as com fins lucrativos. Ademais, registre-se o uso indiscriminado do ensino a distância, sobretudo na formação inicial e de docentes.
Projetos desse tipo fragilizam ainda mais as condições de funcionamento das instituições. Por um lado, corroboram a tendência de separação entre IES de ensino e IES de pesquisa, assim como acirram as divisões entre as áreas de conhecimento, sobretudo pela disputa por recursos. Por outro lado, distanciam o país da construção de um efetivo sistema nacional de educação (menos desigual e mais orgânico e adequado às necessidades regionais). Também pioram as condições de trabalho dos servidores e de estudo dos alunos, ao passo que se reduzem os espaços para contestação institucional, uma vez que boa parte das IES públicas mantém estruturas oligárquicas e anacrônicas, algumas com eleição indireta de dirigentes (reitores e diretores) e composição de órgãos colegiados sem ampla representação dos envolvidos (a USP, por exemplo). Nas particulares, a situação é dramática: em 2009, 53% dos docentes eram horistas, enquanto 25,5% atuavam em tempo parcial.
Soma-se a isso o recrudescimento do autoritarismo. Em nome de garantir um ambiente propício à perenização de muitas funções privadas às quais as universidades públicas foram sendo submetidas (fundações, convênios com empresas, contratos de terceirização, cursos pagos etc.), a onda repressiva se espalha e, de certo modo, senaturaliza. As formas de controle de movimentos organizados, vozes dissonantes e contestadoras, ocultam os fundamentos reais dos problemas educacionais, buscando “resolvê-los” com medidas duras. Não raro, conflitos políticos tornam-se casos de criminalização judicial, para não dizer do reavivamento de práticas ditatoriais: espionagem, incursões policiais e crescente militarização do espaço físico dos campi(cancelas, catracas, câmeras de vigilância),8 criando uma tendência torpe de as universidades se parecerem cada vez mais com presídios do que com locais de produção e disseminação de conhecimento.
Diante da atual tendência de mercantilização – agravada pela entrada das IES particulares nas Bolsas de Valores e por práticas como os fundos privados de captação de recursos (endowments) nas IES públicas – e de sufocamento dos conflitos nas universidades, o ensino superior que está sendo construído corresponde aos anseios da sociedade?
Para que cumpram um papel emancipador, é preciso propiciar condições às IES: recursos adequados, pessoal bem formado, autonomia. Indivíduos com formação crítica podem tornar-se protagonistas de sua própria história, individual e coletiva. A pesquisa precisa ser patrocinada e não pode ser submetida a retornos rápidos, encurtamento dos prazos de formação na pós-graduação, enxugamento curricular, interesses próprios do mercado e do tempoda lucratividade das empresas.
Numa era em que o saber se torna cada vez mais fluido e fragmentário em todas as áreas, formar profissionais capazes de formular perguntas e respostas originais, antes de ser uma demanda do mundo em que se vive, é uma necessidade da sociedade que se almeja construir. Conhecimentos apenas adaptados a ritmos e forças do mundo atual não bastam. É preciso abrir portas para o futuro.
A recente greve dos servidores federais na área da educação pode ser tomada como exemplo: 1) de descaso governamental, que permite a situação chegar a limites intoleráveis (sua proposta desestrutura a carreira, descaracteriza o regime de trabalho de dedicação exclusiva, fere a autonomia universitária e sinaliza a retirada de direitos expressos em legislação anterior);9 e 2) de resistência dos trabalhadores organizados em contraposição a situações adversas, o que demonstra a possibilidade de construir as alternativas necessárias.
É urgente reverter o retrocesso na educação superior!
César Augusto Minto
Professor da Faculdade de Educação da USP e vice-presidente da Associação dos Docentes da USP
Lalo Watanabe Minto
Professor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, campus de Marília.
Ilustração: Daniel Kondo
1 - Ver Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), art. 20, incisos I a IV.
2 - A Sinopse estatística da educação superior 2010 (Inep) não traz dados que permitam diferenciar as IES privadas.
3 - Atende-se, assim, aos “critérios do mercado”, em duplo sentido: a flexibilização da formação resulta em mão de obra precarizada e com custo rebaixado, da mesma forma que permite a operação mais lucrativa das próprias IES privadas, as grandes responsáveis por esse tipo de formação.
4 - Consulte os dezessete volumes dos Cadernos Mare da Reforma do Estado, Brasília, 1997-1998.
5 - Rudi Cassel, “Terceirização no serviço público”, Valor Econômico, 18 jul. 2012, p.E2.
6 - “Em síntese, a estratégia de publicização visa a aumentar a eficiência e a qualidade dos serviços, atendendo melhor o cidadão-cliente a um custo menor” (Cadernos Mare n.2, Brasília, 1998, p.12).
7 - Sugerimos ver a “justificação” do Projeto de Lei n. 7.639, de 2010, da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outros. Trata das Instituições Comunitárias
de Educação Superior (Ices).
8 - A maior parte também decorre de contratos (terceirizações) com a iniciativa privada.
9 - Decreto n. 94.664, de 23 de julho de 1987 (PUCRCE). Aprova o Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos de que trata a Lei n. 7.596, de 10 de abril de 1987.
02 de Outubro de 2012
Palavras chave: Conservadorismo, eleições, universidade, ideologia, ensino, pesquisa,estudantes, diretrizes, Brasil, ensino privado, movimento estudantil, vestibular
Edital 006/CE/DCE/UNIR/2012 -- Prorroga Parte das Etapas do Processo Eleitoral 2012
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DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
COMISSÃO ELEITORA 2012
EDITAL 006/CE/DCE/UNIR/2012
PRORROGA PARTE DAS ETAPAS DO PROCESSO ELEITORAL 2012
A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições e considerando
(I) O Ofício 009/DACJP/2012, que solicita prorrogação da data da
votação; (II) a necessidade de garantir a máxima participação
possível no processo eleitoral; e (III) reunião realizada com
representantes de ambas as chapas concorrentes ao pleito ao dia
01/11/2012, vem por meio deste prorrogar uma parte das datas
referentes ao Processo Eleitoral 2012.
Antes de relacionar as datas referentes ao Pleito, é necessário
efetuar algumas considerações a respeito das razões que levaram
esta Comissão à tomada desta decisão.
O Diretório Acadêmico do Campus
de Ji-Paraná, por meio do Ofício 009/DACJP/2012, datado do dia 23
de outubro deste ano, apresentou-nos algumas condições concretas
potencialmente danosas ao Processo, que são as seguintes: (I)
os campi
de Vilhena, Cacoal, Pres. Médici, Ji-Paraná, Ariquemes e Guajará
Mirim têm o calendário acadêmico diferenciado do campus
de Porto Velho e Rolim de Moura, visto que conforme a aprovação do
calendário acadêmico 2012/2 as aulas do segundo semestre retornam
dia 19/11/2012, o mesmo dia em que se encerra a campanha das chapas.
[…] Sendo assim as chapas não teriam tempo para apresentar suas
propostas, levando em consideração que mesmo com esse período para
a finalização do 1º semestre de 2012 a maioria dos Cursos já
concluíram o 1º semestre (Of. 009/DACJP/2012)
Continuando, relata que a prorrogação das eleições ajudaria a
garantir uma melhor campanha para ambas as chapas, “e com a entrada
dos calouros não correríamos o risco de os mesmos votarem por votar
sem conhecer as propostas das chapas” (idem); e (II) “de acordo
com o calendário apresentado pela Comissão Eleitoral, as eleições
irão acontecer no dia 22/11/2012”, e nesta mesma data “comemora-se
o aniversário da cidade de Ji-Paraná (segundo maior colégio
eleitoral da UNIR) e, sendo assim, o processo eleitoral ocorrendo no
mesmo dia Ji-Paraná tecnicamente não participaria do processo”
(idem). Isto fez com que se tornasse necessário a esta Comissão a
tomada de procedimentos que visassem a solução do problema que se
apresentou a partir da situação concreta posta.
É necessário que se tenha em
perspectiva o fato de que a demanda apresentada pelo Diretório
Acadêmico do Campus
de Ji-Paraná é algo de considerável gravidade e que poderia trazer
sérios prejuízos à realização do Pleito, uma vez que este campus
concentra, de fato, o segundo maior colégio eleitoral da UNIR, sendo
que, de acordo com os dados obtidos por esta Comissão com vistas à
organização do processo, este campus
congrega exatos 966 estudantes, o que perfaz cerca de 11% do total do
eleitorado estudantil desta Universidade, sendo, in facto,
o segundo maior colégio eleitoral desta, conforme posto por nós
pelo próprio diretório Acadêmico.
Diante da situação apresentada, esta Comissão reuniu-se, neste
último dia 26 de outubro, com vistas a discutir e deliberar a
respeito das providências a serem tomadas a respeito. Nesta reunião,
embora tenhamos tido a oportunidade de aprofundar nossa compreensão
a respeito dos mecanismos possíveis a serem utilizados com vistas à
solução da situação que nos fora posta, entendemos ser necessário
não tomarmos uma decisão, sendo que, desta forma, as eventuais
decisões a serem tomadas neste contexto o seriam após a realização
de consulta às duas chapas concorrentes.
Esta
consulta se deu então, por meio de reunião realizada com às mesmas
às 18h00min do dia 1º de novembro, na qual convocamos as chapas
para que destacassem 02 (dois) representantes para a realização das
discussões e tomadas das eventuais decisões. Desta reunião,
chegou-se ao consenso de que a melhor decisão a ser tomadas nas
condições postas seria a efetiva prorrogação
do Processo Eleitoral. Em específico, tomou-se as seguintes
deliberações: (I) prorrogar a data para a eleição para o dia 28
de novembro, quarta-feira; e (II) estender o encerramento do período
de campanha para o dia 23 de novembro, sexta-feira
Análise
efetuada posteriormente a esta reunião por parte da Comissão
permitiu verificar que, regimentalmente, algumas outras datas
deveriam ser prorrogadas, em virtude da prorrogação da data da
votação, e, operacionalmente, seria interessante a prorrogação de
outras, devido ao fato de que, por um lado, isto permitiria uma
diminuição da sua densidade operacional1
para seus respectivos executores e, por outro, não implicariam em
eventuais prejuízos ao processo. Estas datas são as seguintes: (I)
a data limite para a realização das assembleias pelos campi,
que, de acordo com o Edital 005/CE/DCE/UNIR/2012, estava estabelecida
para o dia 14 de novembro, e ficará estendida para o dia 20 de
novembro, considerando-se o Art. 54 do Regimento Eleitoral e o fato
de que, caso os campi
não indiquem seus respectivos mesários, torna-se necessário à
Comissão a organização das mesas por ato de sua própria
competência; (II) o prazo para o recebimento das solicitações de
credenciamento dos fiscais das chapas concorrentes, que estava
estabelecido para o dia 17 de novembro, e agora ficará estabelecido
para o dia 23 de novembro, uma vez que, conforme o § 1º do Art. 29
do Regimento Eleitoral, as chapas deverão credenciar seus fiscais
junto à Comissão Eleitoral em até 05 (cinco) dias anteriores à
data da votação.
Desta forma, ficam estabelecidas, a partir da publicação deste
Edital, a seguinte sequência de atividades no âmbito do Processo
Eleitoral 2012:
- Quadro 1 – Novas Datas para o Processo Eleitoral 2012EventoDataPrazo final para o envio das listas dos mesários pelos campi20 de novembroÚltimo dia para realização de campanha pelas chapas23 de novembroÚltimo dia para credenciamento dos fiscais das chapas23 de novembroData da eleição28 de novembro
Registre-se. Publique-se. Cumpra-se.
Porto Velho, 03 de novembro de 2012.
Aline Cristina de Almeida Lopes
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Alisson Diôni Gomes
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Anderson Moronha Soares
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1Entenda-se
por densidade operacional a relação entre a carga de trabalho
existente para o executor de determinada tarefa e o tempo que este
tem disponível para a sua realização.
COMISSÃO ORGANIZADORA SEMANA 23 DE NOVEMBRO
Convocamos todos os
estudantes para participarem da primeira reunião para compor a Comissão
Organizadora Da Semana De Lutas Pela Democracia Na Universidade Federal De Rondônia “SEMANA 23 DE NOVEMBRO”.
No dia 23 de novembro de 2011, com a greve e ocupação de reitoria pelos
estudantes, caiu o ex- reitor. Em seguida na Assembleia Geral os estudantes da
UNIR deliberaram que esse dia seria celebrado como dia nacional de luta pela
verdadeira democracia nas universidades federais.
Venham participar, traga suas propostas e juntos construiremos um
evento importantíssimo no campo democrático da UNIR. Sabemos que apesar da
saída de Januário Amaral do cargo de reitor, a democracia plena ainda não foi
alcançada pelos estudantes, e somente com a garantia da participação ativa e
diária dos estudantes nas discussões da UNIR não teremos as mudanças que
desejamos a nossa universidade.
É o momento de relembrarmos esse marco histórico para os estudantes e utilizá-lo para nos fortalecer enquanto parte integrante e mais dinâmica da Universidade!
VIVA AO MOVIMENTO ESTUDANTIL COMBATIVO DA UNIR!
DATA: 30 de outubro de 2012.
LOCAL: Centro de Vivência Paulo Freire
HORA: 17h 30
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
Conselho de Entidades de Base - CEB
CONVOCATÓRIA
O
Diretório Central dos Estudantes convoca os representantes dos Centros
Acadêmicos e Diretórios Acadêmicos para reunião do Conselho de Entidade de
Base – CEB a ser realizada no dia 23 de outubro (terça-feira) às 18h no
Centro de Vivência Paulo Freire. Segue a pauta.
1-Informes;
2- Semana de Luta por
Democracia nas Universidades;
(No dia 23 de novembro de 2011, após a derrubada do
reitor, em Assembleia Geral os estudantes da UNIR deliberaram que neste dia
seria celebrado o dia nacional de luta pela verdadeira democracia nas
universidades federais.)
Porto Velho, 16 de outubro de 2012
Diretório Central dos Estudantes DCE (gestão interina)
DIA DO PROFESSOR
O DCE saúda todos os
professores em comemoração ao seu dia. Apesar da grande luta que os professores
travaram nos meses anteriores poucos bons frutos foram colhidos. Pensamos nos
professores, e não só os docentes de ensino superior, mas também os docentes de
ensino básico que são tão pisoteados pelas gerencias de turno.
Podemos dizer que o maior ganho
que os professores obtiveram foi sem dúvida a certeza de que a insatisfação e a
necessidade de intensificar a luta por melhores salários e condições de
trabalho está na ordem do dia. Não devem abandonar as lutas em decorrência dos
conciliadores e pelegos dirigentes sindicais, e sim se apoiar na grande massa
dos trabalhadores que aponta sempre o caminho da luta como único capaz de garantir
as vitórias.
O QUE COMEMORAR?
Ano após ano os professores se
juntam a estudantes e funcionários (no caso das universidades) na luta por
escolas e universidades que ofereçam uma educação de qualidade, mas vemos o
tratamento dado a esse setor tão importante. Tratando a luta da educação como
caso de polícia, e não como um problema causado principalmente pela falta de
investimento ou apoio com projetos demagógicos.
Por isso, onde caberia uma
celebração, conclamamos os professores para transformar essa data numa data de
protestos e manifestações, repudiando todas as políticas públicas hipócritas
que só servem pra eleger as figurinhas de plantão nos pleitos eleitorais.
Vimos na greve nacional docente o
resultado da direção intimamente ligada aos partidos políticos, uma greve
desgastante fisicamente e politicamente, e só de não receber um grande apoio da
população demonstrou a pouquíssima atuação dos sindicatos. Para isso é
imprescindível que os sindicatos de professores estejam de fato a serviço da
categoria, ou seja, sindicatos e associações massivos, combativos e
independentes das siglas eleitoreiras!
TODO APOIO A LUTA DO
MOVIMENTO DOCENTE!
POR UMA MOVIMENTO
CLASSISTA E COMBATIVO!
Porto Velho, 15 de
outubro de 2012.
Diretório Central dos
Estudantes DCE
EDITAL 005/CE/DCE/UNIR/2012 -- RETOMA O PROCESSO ELEITORAL 2012
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
COMISSÃO ELEITORAL 2012
EDITAL 005/CE/DCE/UNIR/2012
RETOMA O PROCESSO ELEITORAL 2012
A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições e considerando o
fim da Greve Nacional dos Professores de Ensino Superior, vem retomar
o Processo Eleitoral 2012, definindo, neste contexto, novas datas
para os prazos que foram suspensos no Edital 004/CE/DCE/UNIR/2012.
A Comissão destaca que entende ser necessário reinstalar o
ambiente de inclusão do conjunto dos estudantes da UNIR nos debates
sobre o rumo do Movimento Estudantil que vinha se instaurando até a
deflagração da Greve dos professores, enquanto operava-se a
Campanha Eleitoral. Desta forma, considerando esta situação
específica, que foge às condições definidas no Regimento
Eleitoral 2012 e sendo, desta forma, um caso omisso a este, estenderá
o prazo para a realização das campanhas das chapas homologadas para
o pleito para um total de 06 (seis) semanas, a contar do dia 08
(oito) de outubro deste ano. Ficarão, desta forma, definidas as
seguintes datas para o Processo Eleitoral:
- Período para a realização das campanhas das chapas: 08/10 a 19/11;
- Prazo final para a indicação dos mesários por parte dos campi da UNIR: 14/11;
- Realização do debate entre as chapas: 19/11;
- Realização do processo de votação: 22/11.
A Comissão informa que, até o
momento, não houve manifestação por parte dos estudantes dos campi
da UNIR no sentido da nomeação de seus respectivos mesários. Neste
sentido, solicita a referida indicação até a data acima exposta.
Informa que, em atenção às
disposições expostas no corpo do Edital 003/CE/DCE/UNIR/2012, as
indicações, acompanhadas da seguinte documentação: (I) Ata da
Assembleia contendo os nomes completos e os Cursos dos estudantes
selecionados; e (II) lista de presença da Assembleia, deverão ser
enviadas ao endereço de e-mail
dceunir2012@gmail.com.
Destaca, ainda, que deverão ser postos, no corpo da mensagem a ser
enviada, os números de telefone e endereços de e-mail por meio dos
quais a Comissão poderá entrar em contato com os mesários
indicados. Em caso de não envio destas indicações até o prazo
final estipulado ou não observação, quando do envio, das
disposições acima postas, a Comissão reservar-se-á o direito de
indicar, ela própria, os mesários para os respectivos campi
em que esta indicação não for efetuada ou os critérios de
indicação não forem devidamente observados, de modo a garantir as
condições para a realização do pleito, sendo que, neste contexto,
efetuará a indicação em conformidade com o que entender ser o mais
adequado às suas condições operacionais e ao atendimento dos
interesses coletivos dos estudantes da UNIR, independente dos dados
numéricos apresentados no Edital 003/CE/DCE//UNIR/2012.
Registre-se. Publique-se. Cumpra-se.
Porto Velho, 04 de outubro de 2012.
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Aline Cristina de Almeida Lopes
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Alisson Diôni Gomes
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Anderson Moronha Soares
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Seminário Internacional: Capitalismo Burocrático e a Revolução Indiana
APRESENTAÇÃO:
Este seminário visa ampliar o debate sobre a compreensão da realidade social de países de capitalismo atrasado, também conhecidos como países de Capitalismo Burocrático. O desenvolvimento destes países, como a Índia e Brasil, se deram a partir da necessidade de exportação de capitais por parte das grandes economias capitalistas, e não pela transformação local e radical da realidade político-econômico-social.
Os países de Capitalismo Burocrático apresentam uma realidade onde o modo de produção capitalista se assenta, fundamentalmente, em relações semicoloniais e semifeudais de produção, e até mesmo em relações mais anacrônicas como as escravistas.
Atualmente na Índia ocorre um processo revolucionário onde milhões de camponeses e populações tribais desenvolvem uma verdadeira guerra popular contra o capital internacional privado que através das multinacionais e do governo indiano saqueiam os recursos naturais e tentam expulsá-los de suas terras.
SUSPENSÃO DA GREVE DOS PROFESSORES E RETORNO AS AULAS
NOTA
DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES UNIR – GESTÃO INTERINA:
SUSPENSÃO
DA GREVE DOS PROFESSORES E RETORNO AS AULAS
No dia 19 de setembro, os professores da UNIR, acompanhando o indicativo do ANDES/SN, deliberaram em assembleia geral a suspensão da greve deflagrada em maio.
Certamente,
em breve, levarão uma proposta ao CONSEA de data para retorno as atividades acadêmicas.
A proposta aprovada na assembleia desta quarta-feira foi: volta às aulas no dia
24 de setembro (próxima segunda-feira).
Apesar
de o calendário acadêmico do 2º semestre ter sido suspenso, o mesmo não aconteceu
com o calendário do 1º semestre, mas vemos que isso não pode ser utilizado como
ferramenta para iniciar as aulas a todo custo, de forma a prejudicar parte dos estudantes.
Exigimos uma volta às aulas responsável que não coloque em confronto o interesse
dos professores e estudantes da UNIR.
A
histórica greve nacional dos professores das instituições públicas de ensino
superior, em certos momentos, arrastou diversas categorias de trabalhadores do
sistema público, inclusive os técnicos administrativos das universidades, para
a greve, expondo o descaso com os serviços prestados ao povo. Apesar disso, constatamos
que a greve não conseguira ser vitoriosa em suas pautas. Isso demonstra a importância
e a necessidade que os professores tem de fazer um movimento docente classista
e combativo, como única forma de derrotar o governo federal, nosso grande
inimigo.
Os
estudantes no Brasil inteiro intensificaram os protestos lutando pelas
melhorias das estruturas físicas das universidades e por mais participação nas
decisões. Saudamos o movimento estudantil secundarista rondoniense que também
participou dessa greve, exigindo o vestibular e a negociação imediata com a
categoria grevista, repudiando o papel subserviente da gerencia Dilma/PT.
Convocamos todos os segmentos que compõem a UNIR e o povo a não se calarem e para que continuem as lutas, sabendo que muito há o que se conquistar!
Defender a educação pública!
Viva ao movimento estudantil da UNIR!
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES - DCE
*Fotos
da Manifestação Estudantil Unificada, ocorrida no dia 30/08, com a participação
de estudantes de colégios da rede pública e privada, além de acadêmicos da
UNIR. Todos em defesa de um ensino público, gratuito e de qualidade.
NOTA DO DCE UNIR GESTÃO INTERINA: SUSPENSÃO DA GREVE DOS PROFESSORES E RETORNO AS AULAS
No
dia 19 de setembro, os professores da UNIR, acompanhando o indicativo do
ANDES/SN, deliberaram em assembleia geral a suspensão da greve deflagrada em maio.
Certamente,
em breve, levarão uma proposta ao CONSEA de data para retorno as atividades acadêmicas.
A proposta aprovada na assembleia desta quarta-feira foi: volta às aulas no dia
24 de setembro (próxima segunda-feira).
Apesar
de o calendário acadêmico do 2º semestre ter sido suspenso, o mesmo não aconteceu
com o calendário do 1º semestre, mas vemos que isso não pode ser utilizado como
ferramenta para iniciar as aulas a todo custo, de forma a prejudicar parte dos estudantes.
Exigimos uma volta às aulas responsável que não coloque em confronto o interesse
dos professores e estudantes da UNIR.
A
histórica greve nacional dos professores das instituições públicas de ensino
superior, em certos momentos, arrastou diversas categorias de trabalhadores do
sistema público, inclusive os técnicos administrativos das universidades, para
a greve, expondo o descaso com os serviços prestados ao povo. Apesar disso, constatamos
que a greve não conseguira ser vitoriosa em suas pautas. Isso demonstra a importância
e a necessidade que os professores tem de fazer um movimento docente classista
e combativo, como única forma de derrotar o governo federal, nosso grande
inimigo.
Os
estudantes no Brasil inteiro intensificaram os protestos lutando pelas
melhorias das estruturas físicas das universidades e por mais participação nas
decisões. Saudamos o movimento estudantil secundarista rondoniense que também
participou dessa greve, exigindo o vestibular e a negociação imediata com a
categoria grevista, repudiando o papel subserviente da gerencia Dilma/PT.
Convocamos
todos os segmentos que compõem a UNIR e o povo a não se calarem e para que
continuem as lutas, sabendo que muito há o que se conquistar!
Defender a educação pública!
Viva ao movimento estudantil da UNIR!
Defender a educação pública!
Viva ao movimento estudantil da UNIR!
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES - DCE
Manifestação Estudantil em apoio a Greve dos Professores!
No dia 30 de agosto
estudantes secundaristas das escolas públicas e particulares de Porto Velho
realizaram manifestação no centro da capital. O protesto organizado pelo
Diretório Central dos Estudantes (DCE – gestão interina) e Comando Estudantil de Luta pela Educação, contou com apoio
principalmente dos estudantes secundaristas do 3º ano que terão seus ingressos
atrasados na Universidade por conta do impasse causado pelo Governo Federal da
gerente Dilma Roussef/PT.
Todas as intervenções
dos estudantes denunciaram a intransigência do Ministério da Educação em não
negociar honestamente com a categoria em greve e por oferecer propostas
irrisórias ao movimento de greve que é nacional.
A manifestação
percorreu as principais ruas e avenidas do centro e durante todo o trajeto
foram distribuídos panfletos esclarecendo a população sobre a situação que
arrasta a Greve desde o dia 17 de maio em todo o país.
As denuncias se
estenderam ao descaso dos governos federais e estaduais com a Educação Pública,
e o investimento em eventos esportivos que não beneficiarão o povo brasileiro,
somente serão incentivos e salvação econômica as grandes empreiteiras
financiadoras das campanhas eleitorais de Lula e Dilma/PT.
Ressaltamos a
organização e combatividade dos estudantes que enxergam a necessidade de apoiar a greve e aumentar a pressão política, forçando o governo federal a
negociar e aceitar as reivindicações dos professores.
Convocamos toda a
população a apoiar a maior luta em defesa da Educação Pública dos últimos anos.
VIVA AO MOVIMENTO ESTUDANTIL
COMBATIVO DE RONDÔNIA!
TODO APOIO A GREVE
NACIONAL DOS PROFESSORES!
ABAIXO A INTRANSIGÊNCIA
DE DILMA/PT!
ABAIXO A CONTRARREFORMA
UNIVERSITÁRIA DO BANCO MUNDIAL/FMI!
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