Sobre a Greve estudantil na UNESP


            MOÇÃO DE APOIO AO MOVIMENTO GREVISTA DA UNESP

            O DCE da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Gestão 23 de novembro, vem por meio desta, manifestar o seu apoio à luta pela educação pública de qualidade e a serviço do povo travada pelo movimento grevista da UNESP. Nós da UNIR que no ano de 2011, após mais de 50 dias de greve com ocupação da reitoria derrubamos o reitor Januário do Amaral, vemos com muitos bons olhos o desenvolvimento da luta na UNESP, visto que neste momento a mobilização se fortalece e aponta para o avanço na unificação dos três segmentos – funcionários, professores e estudantes – o que é fundamental para a vitória do movimento.
            A luta por permanência estudantil é um a das bandeiras permanentes levantadas pelos estudantes que superaram a barreira do vestibular e que entendem que a universidade tem o dever de garantir o direito ao acesso e a condições dignas  para a realização dos estudos, também aos estudantes que não tem condições financeiras de se manter na universidade sem subsídio econômico. Neste sentido a luta da UNESP por permanência estudantil, melhores condições de trabalho para professores e funcionários se completa com o rechaço ao PIMESP (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista) que vem para dificultar ainda mais o acesso à universidade pública dos estudantes oriundos das camadas economicamente menos favorecidas          da sociedade. Portanto, o Movimento Grevista da UNESP demonstra muito acerto e maturidade ao ser o primeiro a transformar a sua sensibilidade ao perverso ataque do governo do estado de São Paulo em ação, dando o exemplo do que deve ser feito pelas demais universidade estaduais também atingidas pelo PIMESP.
            A solidariedade na luta é uma demonstração que a luta é justa e é com muito prazer que nós do DCE/UNIR, manifestamos o nosso apoio à luta na UNESP. Esperando que esta moção represente a nossa solidariedade para com os lutadores de São Paulo, nos despedimos com votos de que o movimento aprofunde ainda mais a construção da unidade interna na UNESP e que a luta contra o PIMESP avance para as demais estaduais paulistas.

            POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DE QUALIDADE À SERVIÇO DO POVO!
            POR PERMANÊNCIA ESTUDANTIL PLENA!
            CONTRA O PIMESP!
            PELA UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ENTRE OS TRÊS SETORES NA UNESP!

Porto Velho, 09 de junho de 2013.


DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA

POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

CALOURADA 2013





POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

DCE sobre a greve na educação

NOTA DE APOIO A GREVE DOS PROFESSORES
O Diretório Central dos Estudantes vem manifestar apoio a greve da categoria docente municipal e estadual em Rondônia neste ano de 2013. Os professores enfrentam dificuldades tão parecidas com as que enfrentamos nos últimos anos. Nada mais do que o reflexo da má administração e descaso como a educação brasileira. A cada ano aumenta o número de greve neste setor do funcionalismo público, demonstrando não somente a indignação dos trabalhadores, mas também como os governos praticam todo tipo de manobra para sucatear cada vez mais a educação em todas as ordens.
O grande números de greve traz o benefício de que a cada movimento, a cada tomada de posição, os trabalhadores elevam seu nível de consciência e começam a enxergar que o problema não é isolado, de uma categoria, e sim do Estado como um todo, por não ser capaz de atender qualquer tipo de necessidade.
GREVE COM ESCOLAS OCUPADAS!
Ressaltamos a importância da Greve alcançar todos os setores que envolvem a escola, e principalmente atingir os estudantes, classe maioritária e com grande grau de consciência e combatividade. Por isso, é fundamental que durante a greve, as escolas estejam ocupadas, com atividades de formação política entre outras, visando a permanência dos estudantes na escola, de forma a fazê-los compreender e apoiar o movimento docente. A ligação entre essas duas categorias é indispensável para o avanço das negociações e conquistas de direitos.
Mais mobilização e mais propaganda são as palavras de ordem dos trabalhadores, a Greve deve estar em todas as ruas em todos os momentos, assim poderemos pleitear o apoio incontestável do povo.
A tendência no Estado brasileiro, é de mais radicalidade, e paralisação de todos os setores de serviço público, o arrocho salarial, as más condições de trabalho vão gerando uma insatisfação que somente a massa dos trabalhadores poderá resolver.

TODO APOIO À GREVE DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO!
VIVA À GREVE GERAL!

Porto Velho, 22 de maio de 2013.
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES

Gestão “23 de Novembro” - A luta continua

POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

NOTA DO MOCLATE - GREVE DOS PROFESSORES


Reproduzimos mais uma nota sobre a greve do setor da educação no Estado de Rondônia.


NOTA DE SOLIDARIEDADE À GREVE DOS TRABALHADORES
EM EDUCAÇÃO EM RONDÔNIA

O Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação vem a público se solidarizar e apoiar a luta dos trabalhadores em Educação da rede pública Estadual e do Município de Porto Velho contra as políticas de sucateamento da Educação Pública e frente ao processo de precarização da Educação enquanto um direito social conquistado pelos trabalhadores.
O conjunto de greves dos trabalhadores em Educação põe “em cheque” toda propaganda demagógica de Mauro Nazif (PSB) em Porto Velho e de Confúcio Moura (PMDB) em todo o Estado de Rondônia, que apresentam através dos monopólios de comunicação um mascaramento da realidade das escolas públicas. A quem interessa o desmantelamento da Educação Pública? A resposta é objetiva: às classes dominantes e todos os políticos lacaios e sanguessugas que tratam a educação como mercadoria e a colocam a serviço de seus interesses. Uma das faces do desmantelamento educacional é a desvalorização salarial e as péssimas condições de trabalho.
Nas escolas, os trabalhadores em Educação acabam sendo coagidos a reproduzir manuais e teorias pseudocientíficas, programas com “receitas fabulosas” para aprovação automática ou “aceleração”, que seguem o receituário de organismos internacionais que querem formar mão de obra barata para o mercado de trabalho (“Mais Educação”, “Ensino Médio Inovador”, “Correção de Fluxo Escolar”, “Aceleração”, etc). Programas oficiais impostos e propagandeados como a “salvação” da educação pública, que funcionam em galpões de igrejas ou associações de moradores, salas improvisadas em refeitórios, com “monitores” contratados que não recebem sequer um salário mínimo e não têm formação e o apoio necessário para desenvolver qualquer atividade pedagógica.
A escola está sendo esvaziada de conteúdo e forma-se a cada ano milhares de analfabetos funcionais. As exceções a esta regra perniciosa imposta pelo MEC e Secretarias de Educação de Estados e Municípios, são fruto da luta cotidiana dos trabalhadores em Educação que defendem a necessidade de se difundir o conhecimento universal e uma formação omnilateral.
Em termos estruturais as escolas públicas não oferecem condições de trabalho e mínimas condições de Ensino, faltam profissionais de diversas áreas e a alternativa apresentada pelos governos de plantão é a terceirização, que demandaria a contratação de empresas que na maioria das vezes são de propriedade de apadrinhados políticos (laranjas).
Neste sentido nos somamos à greve dos trabalhadores em Educação e conclamamos a todos a fortalecer, intensificar e radicalizar a greve a partir da base. Compreendemos que a organização das lutas não pode ficar restrita ao interior dos sindicatos, com decisões tomadas somente de “cima para baixo”, o que alimenta a burocracia sindical e uma visão deturpada da base frente aos objetivos da luta sindical e de sua própria participação na luta. Por isso, defendemos a formação de coletivos no interior de cada escola que tenha por objetivo organizar de forma combativa os trabalhadores, rompendo com as direções sindicais oportunistas que vêem na estrutura sindical um mero trampolim político para as próximas eleições podres e corruptas.
Nada neste mundo tem sido fácil para as classes exploradas e oprimidas. Mas somente através desse caminho conseguiremos construir uma escola que não nos trate como meros repetidores de fórmulas prontas e ou de “cuidadores de alunos”. Somente assim, poderemos ter uma escola que sirva aos verdadeiros interesses dos trabalhadores, capaz de transmitir-lhes o conhecimento científico e filosófico historicamente acumulado e de produzir novos conhecimentos necessários para a transformação social e para a construção de uma vida digna e feliz.

Apoiar e defender a Educação Pública!
Viva a luta combativa dos trabalhadores em Educação!
Fortalecer, intensificar e radicalizar a greve!
Rondônia, 04 de junho de 2013.
MOVIMENTO CLASSISTA DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO – MOCLATE
moclate.ro@gmail.com - http://blogdomoclate.blogspot.com

POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

Nota de Esclarecimento - Retração



DCE/UNIR - Diretório Central dos Estudantes da UNIR

Nota de esclarecimento

A respeito do processo do professor Éderson Lauri Leandro
contra o DCE/UNIR e o pagamento de indenização.

Porto Velho, 10 de maio de 2013.

1- O DCE/UNIR – Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Rondônia vem a público esclarecer e se manifestar sobre processo Nº 0000373-68.2012.8.22.0601, datado do dia 19 de janeiro de 2012 e impetrado pelo Professor da UNIR, lotado no departamento Pedagogia de Ariquemes, Éderson Lauri Leandro. Este processo acusa os 5 estudantes que representavam a diretoria provisória do DCE durante o período de Greve Geral em 2011 pelos crimes de calúnia, injúria e difamação.

2- O objeto do processo é uma postagem no Facebook realizada após a derrocada do reitor Januário Amaral, pelo perfil do DCE, onde acusa o professor de ter participado de esquemas de corrupção na universidade e de fazer viagens de cunho particular utilizando dinheiro público. Esta postagem foi feita através de mensagem particular no perfil de Éderson.

3- Em 2011 o DCE atravessava um processo de transição em sua diretoria. Neste período vários estudantes tinham acesso as contas de e-mail, Facebook e blog do DCE, o que foi ampliado com o acontecimento e desenvolvimento da Greve Geral e ocupação da reitoria naquele ano. Este fato é de conhecimento de vários estudantes, inclusive pessoas do Comando de Greve dos Estudantes tinham acesso.

4- De fato é quase certo que a dita publicação tenha partido do perfil do DCE/UNIR no Facebook. Porém salientamos que não foi autoria de nenhum dos membros que compunham a diretoria interina naquele período, sendo francos, não conhecíamos o Éderson Lauri até tomarmos conhecimento do processo contra nós. Além do que, mesmo se encontrássemos o responsável pela publicação ofensiva ao professor, os membros desta diretoria, “23 de Novembro”, não acham justo que esta pessoa responda sozinha por um processo oriundo da Greve Geral de 2011. Naquele momento de acirrada luta política, os ânimos corriam a fio tanto do lado dos estudantes e professores, quanto do lado da reitoria e seu grupo. Provocações, xingamentos e ataques pessoais na internet e bilhetes foram feitos pelos pelo grupo ligado a reitoria, que chegou, inclusive, a ameaçar de morte as lideranças do movimento grevista.

5- Na tentativa de tentar evitar condenação criminal contra os que representavam o DCE/UNIR em 2011, o que geraria problemas ao futuro profissional dos processados, cujo alguns nem estão mais na universidade, propusemos um acordo com o professor Éderson Lauri. O que ficou acordado foi:

·         Publicação de retratação pública no Facebook e blog do DCE/UNIR; e

·         Indenização no valor de R$6.000,00(seis mil reais), sendo R$1.000,00 de honorários advocatícios e R$5.000,00 para Éderson, a serem pagas pelo DCE/UNIR em quatro vezes de R$1.500,00(hum mil e quinhentos reais) a partir do dia 30 de maio de 2013.

6- Campanha de Arrecadação de Recursos:
Baseado no exposto a cima, a diretoria deste diretório, lança uma Campanha de Arrecadação de Recursos a fim de custear o pagamento desta indenização. Conclamamos a todos os estudantes, professores, sindicatos, entidades e organizações democrática que se solidarizem e colaborem com qualquer quantia para ajudar a cobrir este processo judicial, consequência da histórica e vitoriosa Greve Geral de estudantes e professores da UNIR no ano de 2011.

Viva o Movimento Estudantil Independente Combativo da UNIR!

DCE/UNIR – Diretório Central dos Estudantes da UNIR

POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

Retratação

Em virtude de acordo realizado no processo judicial nº 0000373-68.2012.822.0601, do 1º Juizado Criminal da Comarca de Porto Velho, o DCE vem publicar o texto abaixo.

"O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Rondônia - DCE/UNIR, reconhece, por meio desta retratação, que inferiu acusações inverídicas sobre a pessoa/conduta do Prof. Ederson Lauri Leandro. Tal fato, é reflexo da utilização de informações infundadas e desprovidas de verdade, onde o DCE, deixando-se influenciar equivocadamente por atos caluniosos e difamatórios agrediu perversa e irracionalmente a honestidade e credibilidade do Prof. Ederson.  Reconhecemos ainda, que a irresponsabilidade do DCE diante dos fatos narrados, atingiu inevitavelmente de forma cruel, negativa e injusta a vida profissional/acadêmica, social e familiar do referido professor, redundando em danos que levarão tempo para serem sanados do ponto de vista emocional e acadêmico. Lamentamos o ocorrido e nos comprometemos, doravante, em nos guiarmos pelos princípios básicos dos direitos humanos de que toda pessoa sempre reserva o melhor de si aos seres humanos e é inocente até que se prove o contrário. As redes sociais, as mídias devem ser utilizadas com responsabilidade e sem ferir pessoas e profissionais."

POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

CHAMADA PÚBLICA


DCE/UNIR após as deliberações do CEB informa:

Estamos convocando estudantes para compor as comissões de avaliação da UNIR, e comissão da estatuinte, dois (2) estudantes para cada comissão.

Os interessados devem enviar seus dados (nome,curso,contato) juntamente com uma carta de intenção para o e-mail dceunir@yahoo.com.br até o dia 9 de maio. No dia 10 o DCE divulgará os nomes indicados.

DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
Gestão “23 de novembro”

Porto velho, 01 de maio de 2013.

POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

SOBRE A INSEGURANÇA NO CAMPUS

A Administração da UNIR respondeu nossos encaminhamentos.


POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

CONVOCATÓRIA PARA O CEB




POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

Exigimos punição aos assassinos do companheiro Renato!


MANIFESTAÇÃO EXIGE PUNIÇÃO A ASSASSINOS DE
LIDERANÇA CAMPONESA


Um Ato público iniciado na manhã desta terça-feira na Paróquia de Jaru, reuniu mais de 300 participantes e entidades de classe e de direitos humanos para denunciar a impunidade contra crimes cometidos contra o movimento camponês em Rondônia. Estiveram presentes na mesa de debate o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (Belo Horizonte) Ir. Oneide (Paróquia João Batista de Jaru), a Liga Operária, o Marreta – Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belo Horizonte-MG, o DCE – Universidade Federal de Rondônia; MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário; Movimento Feminino Popular – MFP, Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Associação Brasileira de Advogados Populares (ABRAPO). O protesto, convocado pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO (Rio de Janeiro), Comissão Nacional das Ligas Camponesas e pela Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental – LCP, após as intervenções feitas na mesa, seguiu-se pela tarde pelas ruas de Jaru.

Mais de 300 ativistas de diversos movimentos realizaram o protesto para lembrar um ano do assassinato de Renato Nathan Gonçalves Pereira, que à época tinha 28 de anos e deixou esposa e uma filha, hoje com 3 anos. O protesto, conseguiu gerar comoção entre a comunidade jaruense ao denunciar o bárbaro assassinato que até agora não tem qualquer apuração por parte da polícia civil do Estado de Rondônia.

Segundo manifesto distribuído, “Renato era um grande lutador do povo, dedicou sua vida à luta revolucionária, junto dos camponeses, operários, estudantes e professores. Trabalhou em Corumbiara, na Escola Popular e na luta das vítimas da Batalha de Santa Elina. Em Jacinópolis, participou ativamente das lutas camponesas que transformaram uma área devastada e de pastagens num local cheio de famílias, produção, casas e comércios. Ajudou a organizar os camponeses para construção da escola, estradas e pontes e para a defesa da produção contra as perseguições do Ibama. Participou da organização de Assembleias Populares, onde os moradores decidem sobre tudo o que lhes diz respeito. Era membro da Associação de Produtores do Capivari, área onde morava”.

A manifestação que contou com a participação de centenas de camponeses de várias áreas da Liga dos Camponeses Pobres, também reuniu professores e estudantes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que não só questionaram a inércia da polícia em apurar o caso, bem o como uma série de denúncias em relação à ação de perseguição a camponeses, que incluem diversos crimes praticados por agentes do Estado, dentre eles a prática de tortura.

Perseguição e tortura

A Nota da Comissão Nacional das Ligas Camponesas denuncia: “Um dia após a morte de Renato, a polícia desatou uma campanha caluniosa acusando o companheiro de vários crimes, sem nenhuma prova”. “A PM de Buritis mentiu no Boletim de Ocorrência sobre o dia e a hora em que souberam do assassinato. A PM não preservou o local do crime, não chamou a perícia, não procurou cápsulas deflagradas. Um dia após o assassinato, policiais invadiram sua casa, reviraram tudo, cavaram buracos no quintal, tudo isto sem ordem judicial e sem a presença de familiares ou testemunha. O Exame Cadavérico de Renato só consta a indicação da entrada e saída dos projéteis, nenhuma palavra sobre calibres, a quantas armas correspondiam os 3 projéteis, marcas de tortura ou de tiros a queima roupa. O Inquérito Policial não tem uma linha sequer sobre suspeitos do assassinato, ao contrário, são várias páginas de acusações contra Renato  – procedimento típico do período do Regime Militar”.

As entidades de direitos humanos e o movimento camponês denunciaram, ainda, a ações da PM sob o comando do “Tenente-Coronel PM Ênedy de Araújo, célebre por bajular e proteger os latifundiários” e que segue perseguindo “à LCP e os camponeses pobres de Rondônia”. Outra denúncia grave feita pelos manifestantes foi a de “outra vítima das barbaridades da polícia” “o camponês Adimar de Souza, conhecido como Roliço, morador antigo de Jacinópolis. A polícia o acusou de participação no confronto armado do dia 5 de abril, onde 6 pessoas morreram, entre eles um policial e um agente penitenciário de Ouro Preto D’Oeste. No dia 23 de abril de 2012, Adimar foi preso em Rolim de Moura e em seguida, transferido. Estranhamente, a polícia de Cacoal entregou Adimar aos policiais de Ouro Preto na estrada, antes de chegar na cidade. Dias depois, ele deu entrada no Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho, em estado de coma, com marcas de espancamentos, asfixia e outros suplícios. Hoje, Adimar não se comunica nem se alimenta sozinho - sequelas das torturas da polícia”. Devido à grande campanha de denúncia, o delegado Cristiano Mattos e dois detetives de Ouro Preto D’Oeste, foram afastados pelo Ministério Público por serem os prováveis autores das torturas e pelo deplorável estado de saúde de Adimar. Mas como sempre, a apuração não foi adiante e eles já reassumiram suas funções.

Estranhamente, no momento da manifestação havia um maior contingente de policiais militares fardados e do serviço reservado da PM e Polícia civil para intimidar. Uma prova concreta de quando se trata de reprimir trabalhadores o suposto Estado Democrático de Direito não funciona, a polícia realiza todo tipo de abuso de poder semelhante com o que ocorreu no período de ditadura militar. O que há na verdade é uma mesma ditadura contra o povo, disfarçada de democracia.

Fonte: CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos.

POSTED BY DCE-UNIR
POSTED IN
DISCUSSION 0 Comments

Gestão Interina

Minha foto
O DCE está com uma Gestão Interina, em breve acontecerão eleições!
Tecnologia do Blogger.